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Publicado em 29 de Dezembro de 2017 às 16:04 em Tiróide | 0 comentários

A saúde da tiroide de A a Z

A saúde da tiroide de A a Z

Falamos muitas vezes de doenças ou disfunções da tiroide, mas será também importante entender o seu funcionamento e respetivas funções para assegurar a saúde da tiroide. Sendo que as patologias não têm muitas vezes sintomas específicos, será vantajoso estar atento aos diferentes sinais de alarme para que possa consultar um endocrinologista.

Tiroide: o que é, onde se encontra e para que serve?

A tiroide é uma glândula endócrina, isto é, produz hormonas que são libertadas para a circulação sanguínea. Esta glândula tem cerca de 5cm de diâmetro e está localizada na parte de baixo do pescoço, por baixo da maçã-de-adão. Frequentemente associada à forma de uma borboleta, assemelha-se também a um escudo, o que deu origem ao seu nome: thyerós (escudo) + oidés (forma de).

Quais as funções das hormonas produzidas na tiroide?

As hormonas produzidas pela tiroide, a T3 (triiodotironina) e a T4 (tiroxina) regulam a velocidade de diferentes funções químicas, velocidade metabólica, crescimento e desenvolvimento do organismo. Estas hormonas são importantes na regulação do mecanismo do cálcio, temperatura corporal, frequência cardíaca, pressão arterial, funcionamento intestinal, controlo de peso e de estados de humor.

Como se regula e avalia a atividade da tiroide?

A atividade da tiroide é regulada por outras duas glândulas: a hipófise e o hipotálamo. A hipófise produz TSH e o hipotálamo produz TRH.

Apesar das siglas e nomes complicados, a interação entre estas três glândulas, o eixo hipotálamo-hipófise-tiroide, é simples:

• Se os níveis de T3 e T4 (produzidos pela tiroide) forem muito baixos, o hipotálamo liberta TRH que estimula a produção e libertação da TSH pela hipófise. Consequentemente os níveis de TSH vão potenciar a produção de T3 e T4 pela tiroide, repondo os valores normais destas hormonas tiroideias.

• Se pelo contrário os níveis de T3 e T4 forem muito elevados, o hipotálamo diminui a produção de TRH que inibe também a produção de TSH pela hipófise, havendo menor produção de hormonas tiroideias.

De acordo com os diferentes níveis de T3, T4 e TSH presentes no sangue, através de uma análise sanguínea consegue avaliar-se o funcionamento da tiroide. Alterações nestas hormonas refletem as diferentes disfunções da glândula.

As diferentes doenças da tiroide

As causas exatas que originam as várias patologias da tiroide estão ainda por esclarecer. Podem estar associadas a fatores genéticos, geográficas, dietéticos, tabagismo, entre outros.

As doenças mais comuns são o hipotiroidismo (produção insuficiente de hormonas tiroideias) e o hipertiroidismo (produção em excesso de hormonas tiroideias). No entanto existem outras que devem ser referenciadas:

• Nódulos – saliências indolores no pescoço, geralmente benignas, que devem ser avaliadas periodicamente com ecografia e citologia, quando necessário.
• Cancro na tiroide – tumor maligno sob a forma de nódulo. No entanto, apenas 5% dos nódulos são malignos.
• Doenças autoimunes – como a doença de Graves ou Tiroidite de Hashimoto.
• Bócio – aumento generalizado da tiroide.

O que fazer em caso de alerta

Se verificou recentemente alguma oscilação anormal de peso, alterações no apetite, tremores, fadiga, palpitações cardíacas, olhar fixo e olhos salientes, nódulos na zona do pescoço ou outro indicador de doença tiroideia, deve consultar um endocrinologista.

Caso tenha algum antecedente familiar, deve consultar regularmente o seu médico, de forma a garantir um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz.

 

Fontes: Grupo de Estudo da Tiroide; Saude CUF; Endocrineweb; Healthline

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