
ADTI em destaque no semanário Campeão das Províncias
29 Setembro, 2026A RESPIRA – Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas, enquanto entidade fundadora do MOVA – Movimento Doentes pela Vacinação, promoveu a 7 de outubro de 2026, no Salão Nobre da Ordem dos Farmacêuticos, em Lisboa, o evento ‘Vacinação ao Longo da Vida: Desafios e Oportunidades em Portugal’. A ADTI – Associação das Doenças da Tiroide marcou presença na iniciativa.
O encontro teve como momento central a apresentação das conclusões do estudo ‘Barreiras da Vacinação em Portugal’, promovido pelo MOVA e desenvolvido com o apoio da Spirituc, que procurou identificar as perceções, necessidades e obstáculos que influenciam a adesão à vacinação entre a população adulta e as pessoas que vivem com doenças crónicas.
Quase todos os portugueses reconhecem os benefícios da vacinação, mas a maioria não sabe que vacinas para adultos fazem parte do Programa Nacional de Vacinação (PNV) nem quais são as recomendadas para a sua idade ou condição de saúde. Esta é uma das conclusões do estudo ‘Barreiras da Vacinação em Portugal’, promovido pelo MOVA.

O inquérito, realizado entre 28 de maio e 4 de agosto de 2026, ouviu 1.500 pessoas com 18 ou mais anos, com e sem diagnóstico de doença crónica. Os resultados retratam “uma população que acredita na vacinação como princípio, uma crença que, no entanto, não se traduz depois numa decisão informada”.
94,4% dos participantes reconhecem os benefícios da vacinação, destacando a “proteção contra doenças graves” e a “imunidade de grupo” como os principais benefícios.
Contudo, 63,9% não sabem que vacinas estão integradas no PNV, percentagem que sobe para 76,4% nas pessoas sem doença crónica, refere o estudo.

Metade dos participantes (50,2%) desconhece também as vacinas recomendadas para a sua faixa etária ou condição de saúde, sendo que 41% têm doença crónica.
O desconhecimento é ainda maior relativamente às vacinas para adultos fora do PNV: 90,5% desconhecem a sua existência e 62,1% não conseguem identificar quais gostariam de ver incluídas no futuro.
Entre os participantes que não se vacinam anualmente contra a gripe ou a Covid-19, o principal motivo apontado é não se sentirem em risco (38,8%). Metade não considera a vacinação sazonal uma prioridade pessoal, valor que sobe para 67,5% entre as pessoas saudáveis.

Entre os doentes crónicos com vacinas em atraso (7,6% do total), cerca de 45% têm consciência do atraso, mas consideram não ter necessidade de se vacinar.
A maioria (74,9%) nunca ouviu falar dos conceitos “hesitação vacinal” ou “fadiga vacinal”. Ainda assim, 56,8% associam-nos a problemas graves de saúde pública, embora 21,1% admitam nunca ter refletido sobre o impacto da vacinação de terceiros na imunidade de grupo e na proteção comunitária.
Reflexão sobre o tema
Além da apresentação do estudo, a cargo de Rui Costa, da Spirituc, teve lugar de seguida uma reflexão no contexto da perspetiva médica, com contou com Filipe Froes, em representação da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), com João Ramires, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), e com Cristina Bárbara, Diretora do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias da Direção-Geral de Saúde (DGS).

O programa inclui ainda uma mesa-redonda dedicada aos ‘Desafios e Oportunidades da Vacinação em Portugal’, que reuniu representantes das associações de doentes, autoridades de saúde e diferentes forças políticas, proporcionando um espaço de diálogo sobre os principais desafios identificados e sobre o papel dos vários intervenientes na promoção da vacinação ao longo da vida no nosso país.
A ADTI agradece ao MOVA o convite, lembrando a importância da vacinação em todas as fases da vida adulta e a necessidade de continuar a promover informação fidedigna junto da população.




