
Manhã Saudável ADTI | 26 de Maio de 2013
27 Maio, 2013
O Dia da Sensibilização na imprensa nacional
9 Outubro, 2013No dia 24 de Setembro assinala-se o Dia de Sensibilização para o Cancro da Tiróide, com o objectivo de relembrar a importância da deteção precoce desta patologia que afeta 400 pessoas por ano em Portugal e cuja incidência está a aumentar.
O cancro da tiróide é um tumor maligno da glândula tiroideia, que surge habitualmente sob a forma de nódulo do pescoço, quase sempre sem dor.
Segundo o GET (Grupo de Estudos da Tiróide) há mais de um milhão de portugueses afectados pela patologia, na sua maioria mulheres, sendo os principais distúrbios o hipotiroidismo e o hipertiroidismo. O aumento notório de casos de cancro diferenciado da tiróide deve-se também “à maior sensibilidade dos meios auxiliares de diagnóstico”, revela Maria João Oliveira, coordenadora do GET.
A endocrinologista afirma que “há um maior risco em pessoas submetidas previamente a radioterapia da cabeça e pescoço ou outra forma de radiação, com história familiar de patologia maligna da tiróide, quando apresentam determinadas patologias malignas endócrinas”.
O prognóstico do cancro da tiróide é, em geral, excelente, embora cerca de 20% dos casos possam ter um prognóstico mais reservado. O diagnóstico e tratamento precoces do cancro da tiróide, são, no entanto, determinantes.
Determinante é, também, manter uma vigilância periódica – crucial nos primeiros 5 a 10 anos, podendo prolongar-se para toda a vida –, essencial para a deteção precoce de uma eventual recidiva. Ainda que na maioria dos casos a doença esteja localizada, por vezes pode haver disseminação (metástases) no pescoço e a outras partes do corpo muito anos depois da cirurgia.
“A divulgação e informação sobre a patologia nodular da tiróide entre os profissionais de saúde e a população em geral. Contudo, o pedido de exames deve ser criterioso pois pode levar a um sobrediagnóstico de pequenos nódulos da tiróide sem significado patológico ou interesse clínico que conduzem a uma ansiedade excessiva no doente e seus familiares”, acrescenta Maria João Oliveira.
Celeste Campinho, presidente da Associação das Doenças da Tiróide (ADTI), refere que “o sucesso do tratamento do cancro da tiróide depende de uma deteção precoce e da vigilância periódica”, E lembra que “o apoio aos doentes da tiróide e seus familiares existe e a associação tem meios para esclarecer e desmistificar as questões colocadas pelos associados. Queremos divulgar que através da ADTI, os doentes com cancro da tiróide e seus familiares sentir-se-ão acompanhados.”