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Publicado em 11 de Outubro de 2022 às 10:32 em Tiróide | 0 comentários

Quando os Problemas na Visão são Sintomas da Tiroide

Quando os Problemas na Visão são Sintomas da Tiroide

Já sabemos que são variados os sintomas causados pelos distúrbios da tiroide, tão variados que se chegam a confundir estes problemas com outro tipo de doenças. E um dos sintomas que talvez muitos desconheçam faz-se sentir ao nível dos olhos. Sim, é um facto: as perturbações da tiroide podem causar problemas visuais.

A doença ocular da tiroide, também conhecida como Orbitopatia de Graves, é um problema que resulta de uma inflamação nos músculos oculares, nas pálpebras, nas glândulas lacrimais e nos tecidos adiposos situados atrás do olho. Algo que se pode traduzir em vermelhidão nos olhos e pálpebras, inchaço e ainda desconforto, podendo os olhos ser ‘empurrados’ para a frente (olhos esbugalhados). 

Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, em que é o próprio organismo que se ataca a si mesmo, neste caso atacando o tecido à volta do olho que provoca uma inflamação. E, para muitos dos doentes, é resultado da Doença de Graves, que costuma causar hipertiroidismo. De resto, cerca de 90% dos casos desta doença ocular surgem num cenário de hipertiroidismo, podendo ser observados antes, no momento do diagnóstico da Doença de Graves ou até mais tarde.

Embora alguns doentes possam não apresentar sintomas, pelo menos metade vão ter queixas que, na maioria dos casos, se manifestam através de uma alteração na aparência dos olhos (geralmente olhos fixos ou esbugalhados), sensação de areia ou secura excessiva, intolerância a luzes brilhantes, inchaço nas pálpebras, vermelhidão e até visão dupla.

Sintomas que não costumam ser graves, mas que, em cerca de 3 a 5% dos doentes, podem incluir perda de visão (quando os tecidos inchados comprimem o nervo ótico) e ulcerações da córnea (devido ao encerrar incompleto das pálpebras), pelo que é importante o seu diagnóstico e tratamento atempados.

Quanto aos fatores de risco, já foram identificados vários, como a história familiar da doença, o género (as mulheres correm maior risco do que os homens) ou o consumo de tabaco, este último um fator importante, uma vez que aumenta o risco de progressão da doença e diminui a resposta ao seu tratamento.

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