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Publicado em 22 de Janeiro de 2024 às 16:45 em Cancro Estudos Tiroide | 0 comentários

Risco Maior de Cancro da Tiroide com IMC Elevado no Fim da Adolescência

Risco Maior de Cancro da Tiroide com IMC Elevado no Fim da Adolescência

Os homens com excesso de peso ou obesos aos 18 anos têm um risco mais elevado de desenvolver 17 tipos diferentes de cancro mais tarde na vida. E um destes é o da tiroide, mostram dois estudos da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. Um trabalho que alerta para a forma como esta epidemia de obesidade juvenil pode afetar a situação do cancro nos próximos 30 anos.

Publicados nas revistas Obesity e Cancer Medicine, os estudos desta equipa de investigadores suecos olharam para o índice de massa corporal (IMC) e verificaram que um IMC mais elevado aos 18 anos pode estar associado a um maior número de cancros mais tarde na vida: de cancro do pulmão, cabeça e pescoço, cérebro, tiroide, esófago, estômago, pâncreas, fígado, cólon, reto, rim e bexiga, bem como melanoma, leucemia, mieloma e linfoma (tanto de Hodgkin como não Hodgkin).

E para vários tipos de cancro – da cabeça e pescoço, esófago, estômago, pâncreas, fígado e rim, bem como o melanoma e o linfoma não Hodgkin -, o risco já era elevado com um IMC de 20-22,4, valor que se encontra dentro do intervalo habitualmente utilizado para o peso normal (18,5-24,9). 

“Isto sugere que a definição atual de peso normal pode ser aplicada a adultos mais velhos, mas o peso ideal para um adulto jovem situa-se provavelmente num intervalo inferior. O nosso grupo de investigação chegou a conclusões semelhantes relativamente ao IMC no início da idade adulta e às doenças cardiovasculares posteriores”, afirma Maria Åberg, professora de Medicina Familiar na Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo e autora principal.

 

Risco de cancro três a quatro vezes superior

A relação com o IMC elevado foi mais forte no caso dos cancros abdominais, incluindo o cancro do esófago, do estômago e dos rins, com um risco três a quatro vezes maior para os homens obesos.

Dentro de 30 anos, os investigadores esperam um aumento da proporção de casos de cancro associados ao excesso de peso e à obesidade dos jovens, calculado com base no excesso de peso e na obesidade dos suecos hoje com 18 anos. No caso do cancro do estômago, a proporção aumenta para 32% e no caso do cancro do esófago para 37%. 

Aron Onerup, pós-doutorado na Sahlgrenska Academy da Universidade de Gotemburgo e no St. Jude Children’s Research Hospital, em Memphis, EUA, refere que “o excesso de peso e a obesidade em idade jovem parecem aumentar o risco de desenvolver cancro, existindo associações entre o peso não saudável e o cancro em quase todos os órgãos. Tendo em conta a tendência alarmante da obesidade na infância e na adolescência, este estudo reforça a necessidade de mobilizar recursos importantes para inverter esta tendência”, afirma.

 

Maior mortalidade com IMC mais elevado

Os investigadores estudaram também as taxas de mortalidade após o diagnóstico de cancro neste grupo. Dos 1.489.115 homens estudados, 84.621 foram diagnosticados com algum tipo de cancro durante o período de acompanhamento. E as análises mostraram que aqueles com excesso de peso ou obesos tinham 2 a 3 vezes mais probabilidades de morrer nos cinco anos seguintes ao diagnóstico de cancro da pele, de linfoma de Hodgkin e de cancro da tiroide, da bexiga e da próstata, e 1,4 a 2 vezes mais probabilidades de morrer de cancros da cabeça e do pescoço, do reto e dos rins.

 

Fonte: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/oby.23942 

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