
Estamos a tentar alimentar-nos melhor. Mas estaremos também a ouvir melhor o nosso corpo?
16 Junho, 2026Já cerca de 600 mil não têm diagnóstico. Sintomas como cansaço, alterações de peso e falta de energia continuam a ser desvalorizados e podem atrasar o reconhecimento da doença.
As doenças da tiroide constituem uma das disfunções endócrinas mais frequentes a nível mundial, estimando-se que afetem cerca de 200 milhões de pessoas.
Em Portugal, este impacto é igualmente expressivo, podendo afetar até um milhão de portugueses, o equivalente a cerca de 10% da população.
Apesar desta elevada incidência, estimativas indicam que cerca de 60% das pessoas com doença tiroideia não têm diagnóstico, o que poderá corresponder a cerca de 600 mil pessoas em território nacional.
A elevada prevalência destas condições contrasta com o baixo nível de reconhecimento dos seus sinais. Um dos principais desafios continua a ser a natureza inespecífica dos sintomas, frequentemente confundidos com situações do dia a dia, como stress, alterações hormonais ou envelhecimento, o que contribui para atrasos no diagnóstico.
Cansaço persistente, alterações de peso sem causa aparente, falta de energia, alterações de humor, queda de cabelo ou intolerância ao frio são alguns dos sinais que podem estar associados a disfunções da tiroide, mas que continuam a ser frequentemente desvalorizados ou atribuídos a outros fatores.
As mulheres são particularmente afetadas, apresentando um risco significativamente superior de desenvolver disfunções da tiroide, o que reforça a importância de sensibilização ao longo das diferentes fases da vida, incluindo fertilidade, gravidez, pós-parto e menopausa.
“A sensibilização é essencial porque muitas pessoas vivem durante muito tempo com sintomas sem perceber que estes podem estar associados à tiroide. Reconhecer sinais persistentes é o primeiro passo para um diagnóstico adequado”, salienta Celeste Campinho, presidente da ADTI – Associação das Doenças da Tiroide.
É, por isso, fundamental estar atento e, na dúvida, consulte o seu médico/endocrinologista!




