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Publicado em 24 de Maio de 2022 às 14:12 em Tiróide | 0 comentários

Falas a Linguagem da Tiroide?

Falas a Linguagem da Tiroide?

Alterações na frequência cardíaca e na pressão arterial, alterações no peso e no humor, um cansaço difícil de explicar, problemas na pele e cabelo, queixas na área da ginecologia, da gastroenterologia, alterações da temperatura corporal, do apetite, alterações do peso… São muitos e diferentes os sintomas que as doenças da tiroide podem causar, sintomas partilhados com outras doenças e que confundem quem deles sofre. É, por isso, essencial que os doentes os discutam com o seu médico. E porque é a falar que a gente se entende, a importância da comunicação é o foco de mais uma Semana Internacional da Tiroide.

“Falas a linguagem da tiroide?”, questiona a campanha, uma iniciativa da Thyroid Federation International com o apoio da ADTI. Uma pergunta que esconde várias outras: sabe o que é a tiroide? Sabe que esta pequena glândula em forma de borboleta pode ter impacto no funcionamento de todos os sistemas do organismo? E sabe ainda que, quando diagnosticadas, estas doenças costumam ter tratamento? 

A informação e a partilha da mesma é essencial quando o tema é tiroide, mas essencial também é que doentes e médicos partilhem a mesma linguagem, ou seja, que o primeiro consiga partilhar com a sua equipa de saúde quais os sintomas que o afligem e que o segundo seja capaz de explicar o que o doente deve fazer, de forma clara e percetível para este.

E nem sempre é assim, como mostram os dados do inquérito nacional feito junto de pessoas com hipotiroidismo, uma iniciativa da ADTI partilhada em 2021. Ao todo, 28% dos inquiridos não sentiam ter tido tempo suficiente para interagir e falar com os profissionais de saúde sobre o seu hipotiroidismo, com outros 28% a responderem que o sentiram apenas em parte. Quando questionados sobre se compreenderam com clareza as indicações fornecidas pelos profissionais de saúde, 23% responderam que apenas parcialmente, aos quais se juntam 24,7% que não se sentiam suficientemente envolvidos nas decisões sobre a patologia e o seu tratamento.

É importante ainda que o doente saiba que existe um exame de sangue, fácil de fazer, acessível e barato, a análise que doseia a TSH, que avalia o funcionamento da tiroide, indicando se esta funciona de forma normal, se está a produzir hormonas em excesso ou se, pelo contrário, está a fazê-lo de forma deficiente. E é importante que o médico o prescreva, perante a suspeita de que algo pode não estar bem com esta glândula.

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