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Publicado em 04 de Fevereiro de 2020 às 16:49 em Noticias | 0 comentários

Em direção à saída do túnel do cancro da tiroide… como manter a lanterna acesa?

Em direção à saída do túnel do cancro da tiroide… como manter a lanterna acesa?

Hoje, dia 4 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro. Uma doença que assombra os tempos que correm e muito se diz, mas como se sabe, muita informação não é correta. Esta é a altura ideal para desmistificar algumas ideias pré-concebidas sobre o cancro da tiroide.

Sabia que cerca de 5% da população portuguesa apresenta nódulos na tiroide, contudo apenas 5 a 10% são malignos? Barreiras à parte, também queremos dizer-lhe que a taxa de sobrevivência é de quase 100% quando detetado nos estágios iniciais! Acrescenta-se ainda, que da pequena percentagem dos nódulos malignos, estes têm uma evolução arrastada e um bom prognóstico para sair do túnel.

Como em todos os cancros, existem vários tipos. O carcinoma papilar e o carcinoma folicular – carcinomas diferenciados têm uma maior incidência, tendo origem nas células foliculares (utilizam o iodo do sangue para produzir as hormonas tiroidianas, que ajudam a regular o metabolismo). Já os carcinomas medulares, não muito individualizados, têm origem nas células C, responsáveis pela produção da calcitonina, uma hormona que regula os níveis de cálcio no organismo. A calcitonina é um marcador específico usado no diagnóstico e na monitorização dos doentes com este tipo de carcinoma. Por fim, existe o carcinoma anaplásico, o tumor maligno mais devastador, contudo… com menor incidência.

É possível evitar entrar em túneis escuros. O diagnóstico é fácil, iniciando -se com a palpação cuidadosa da tiroide que se localiza na face anterior do pescoço, seguindo-se a realização de uma ecografia cervical. Este exame é de baixo custo e sem riscos de radiação para a pessoa. Posteriormente, caso se verifique que o nódulo tem mais de 1,5-2 cm ou se suspeite de malignidade, são retiradas algumas células permitindo tirar todas as dúvidas sobre o nódulo – exame citológico da tiroide.

E se percebemos que o cancro da tiroide pode ter uma taxa de sucesso quase certa, quando diagnosticado a tempo, olhemos agora para as diferentes terapias, já à saída do túnel.
O tratamento deve ser realizado por uma equipa experiente na terapêutica destes tumores, constituída sempre por um médico endocrinologista e um cirurgião. Inicialmente, o doente é submetido a uma tiroidectomia, uma cirurgia em que toda a glândula é retirada.

Apesar de em alguns doentes o tratamento cirúrgico ser suficiente, noutros casos, o doente é sujeito a uma terapia com iodo radioativo. Esta terapêutica permite eliminar restos de tumor que eventualmente tenham ficado no pescoço ou nos gânglios metastizados.

Após a cirurgia, se a glândula tiver sido totalmente retirada, deixa de haver produção de hormonas. Deste modo, é necessário recorrer a uma terapia hormonal para que não haja a progressão da doença. Em jejum, o doente deve proceder à toma diária de um comprimido da hormona T4, a levotiroxina. É um tratamento simples e eficaz, contudo deve ser ajustado periodicamente.

Saiu do túnel, mas continue com a lanterna ligada. Agora é importante continuar a traçar o percurso com o seu especialista. Ele vai querer observá-lo de perto… mais luz é sempre bem-vinda, certo? Esta vigilância após o tratamento dar-lhe-á mais confiança e consciente do caminho que ainda tem de percorrer.

Siga as nossas sugestões: Sinta-se motivado e evite o fumo do tabaco e mantenha um peso saudável, fazendo uma dieta equilibrada consumindo vegetais, evitando o álcool e praticando exercício físico. Se as terapêuticas alvo estão a abrir novos horizontes, siga também uma direção rumo à felicidade, prevenção… sempre com a lanterna acesa.

Fontes:
1. Dagmara Rusinek et al., Current Advances in Thyroid Cancer Management. Are We Ready for the Epidemic Rise of Diagnoses? Int J Mol Sci. 2017 Aug; 18(8): 1817. Published online 2017 Aug 22. doi: 10.3390/ijms18081817
2. https://www.cancer.org/cancer/thyroid-cancer

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