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Publicado em 11 de Fevereiro de 2021 às 12:44 em Noticias | 0 comentários

Hipotiroidismo: quando a tiroide trabalha de menos

Hipotiroidismo: quando a tiroide trabalha de menos

São cerca de 10% os que, em Portugal, sofrem de doenças da tiroide. Deste grupo, há uma que se destaca por ser a mais frequente: o hipotiroidismo. Mas afinal o que é, quais os seus sintomas e qual o impacto que este problema de saúde tem?

Se pensarmos que são as hormonas segregadas pela tiroide que têm a responsabilidade de controlar o nosso metabolismo, desde a forma como o corpo usa energia e consome oxigénio até à produção de calor, é fácil perceber que quando há um desequilíbrio ao nível da produção hormonal este tem consequências. É assim no hipotiroidismo, problema em que a glândula da tiroide não produz uma quantidade suficiente de hormonas.

O resultado é um conjunto de sintomas com impacto na vida de quem os sente, um impacto que pode fazer-se sentir ao nível da autoestima, do trabalho e da vida pessoal. Fadiga, sonolência, intolerância ao frio, ganho de peso ou uma maior dificuldade em perder os quilos a mais, mesmo quando a alimentação é saudável e a prática de exercício é regular, depressão, diminuição da fertilidade, problemas articulares ou musculares, cabelo e unhas finos e frágeis são alguns dos principais sintomas do hipotiroidismo que, sem tratamento, podem ser ainda mais grave.

Na sua origem estão várias situações, mas a mais frequente é a doença autoimune da tiroide, um processo no qual é o próprio sistema imunológico do corpo que, reconhecendo-as como estranhas, ataca as células da tiroide. A forma mais comum é a tiroidite de Hashimoto, de que aqui já falámos.

Em muitos casos, este hipotiroidismo, que ocorre com mais frequência em mulheres e nas pessoas com mais de 60 anos, torna-se definitivo. Mas a boa notícia é que existe tratamento, existe forma de reduzir os sintomas e de devolver a qualidade de vida perdida aos doentes.

Em caso de dúvida ou sintomas, contacte o seu médico, faça os exames e cumpra o tratamento.
 

Fontes: Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo e Fundação Britânica da Tiroide

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