Pages Menu
RssFacebook
Categories Menu

Publicado em 04 de Outubro de 2017 às 0:00 em Tiróide | 3 comentários

Tiroidite crónica ou de Hashimoto

Tiroidite crónica ou de Hashimoto

A tiroidite crónica ou de Hashimoto é uma doença autoimune, em que o sistema imunitário – que nos devia proteger, – vira-se contra nós próprios e ataca a tiroide.

A tiroide é uma pequena glândula situada na base do pescoço, logo abaixo da maçã-de-Adão, que produz hormonas que coordenam muitas das nossas funções corporais, como a temperatura do corpo ou a velocidade a que queimamos as calorias.

Tiroidite, significa “inflamação” da glândula tiroide. Crónica, significa de longa duração ou seja, que não tem cura. No início do século XX um médico japonês, de nome Hakaru Hashimoto, identificou esta doença que recebeu o seu nome: tiroidite de Hashimoto. A tiroidite crónica ou de Hashimoto também pode ser chamada de tiroidite linfocítica ou de tiroidite autoimune.

A tiroidite crónica ou de Hashimoto e o hipotiroidismo

Ainda são desconhecidas as razões pelas quais o sistema imunológico resolve atacar a tiroide, provocando gradualmente a sua destruição. O resultado desta agressão continuada conduz, na maioria das vezes, à insuficiente produção de hormonas tiroideias por parte da glândula tiroide, despoletando uma situação de hipotiroidismo. Aliás, a tiroidite de Hashimoto é a principal causa de hipotiroidismo em Portugal.

Numa fase inicial da doença a pessoa pode não apresentar sintomas ou pode surgir um inchaço na zona frontal da garganta (bócio). Como, na maioria dos casos, a evolução da doença conduz a hipotiroidismo, os sinais e sintomas que mais tarde aparecem são os associados a esta disfunção da tiroide.

Quando consultar um médico

Se desenvolver estes sinais ou sintomas consulte o seu médico:
– Cansaço, sem razão aparente
– Défice de atenção e dificuldade de memória
– Pele seca e unhas quebradiças
– Obstipação
– Ganho de peso
– Dores musculares
– Cara inchada e pálida
– Alterações do fluxo menstrual
Depressão

Lembre-se que sem tratamento o hipotiroidismo provocado pela tiroidite de Hashimoto pode conduzir a vários problemas de saúde. Bócio; problemas cardíacos; problemas psicológicos, como a depressão e diminuição da líbido, são apenas alguns exemplos.

Fatores de risco
Existem alguns fatores que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a ter tiroidite crónica:
– é mais frequente no sexo feminino
– é mais frequente em pessoas de meia idade
– é mais frequente em familiares de doentes com tiroidite autoimune
– é mais frequente em pessoas com outras doenças autoimunes, como a artrite reumatoide, diabetes tipo I, lúpus, etc.

Diagnóstico
O diagnóstico da tiroidite crónica ou de Hashimoto é feito com base nos sinais e sintomas que uma pessoa apresenta e nos resultados de uma análise ao sangue. Se esta apresentar níveis baixos da hormona tiroxina (T4) e níveis elevados de hormonas estimuladoras da tiroide (TSH), é provável que sofra de hipotiroidismo. Se for detetada a presença elevada de anticorpos antitiroideus, esta é a melhor evidência de tiroidite autoimune ou de Hashimoto.

Tratamento
Se for diagnosticado hipotiroidismo, o tratamento da Tiroidite de Hashimoto é feito através da toma diária de hormonas de substituição (levotiroxina). O objetivo desta terapêutica é repor os níveis normais de hormonas tiroideias e com isso reverter os sintomas de hipotiroidismo. É provável que tenha manter este tratamento o resto da sua vida e de ir realizando análises para avaliar o nível da TSH no sangue, de forma a ajustar a dose diária de levotiroxina que deve tomar.

 

Fontes: Mayo Clinic e Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo

3 Comentários

  1. Gostaria de saber, de uma maneira geral, que avanços científicos têm sido feitos na investigação de outros tratamentos, ou quem sabe… De uma cura?

  2. Eu estou atuma o eitirox 2ng mais 025ng os valores estão altos o que fazer a mais de três anos

    • Olá Sandra, aconselhamos que consulte o seu médico, pois só ele lhe poderá dizer se necessita de ajustar as quantidades que está a tomar.

Publicar comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *